domingo, 9 de maio de 2010

Em casa, novo Q7 mostra a que veio





Teste em Ingolstadt revela que o renovado SUV "top" da Audi continua em forma

por Carlo Valente
do InfoMotori/Itália

Ingolstadt/Alemanha - Depois do último "face-lift", apresentado no ano passado, o Audi Q7 ostenta um design que expressa ainda mais poder e autoridade. Sua aparência agigantada é ao mesmo tempo refinada e elegante. A silhueta do modelo é esportiva, elegante e sóbria. Um resultado vitorioso, tendo em conta o tamanho do carro.

Top de linha entre os SUVs da Audi, o modelo alemão conta com 5,09 m de comprimento, 1,98 m de largura e 1,74 m de altura, com uma distância entre eixos de 3,00 m. Tanto tamanho se traduz em um espaço notável na cabine. Na frente do carro, se destaca a grade do radiador larga com uma moldura única, e ainda os faróis com frisos cromados. Lá repousam os inexoráveis quatro anéis da marca.

A Audi oferece também para o Q7 faróis xenon opcionais, assim como luzes diurnas e setas com leds. As novas lanternas traseiras com leds passam uma imagem estética incomparável. A porta do compartimento de bagagem, quando aberta, forma uma espécie de telhado. O capô é de alumínio e o pára-lamas é redondo e envolvente.

No interior do novo Audi Q7 chamam a atenção os materiais de qualidade, aplicados caprichosamente. Os controles são simples e os instrumentos de fácil leitura. Os assentos para o motorista e passageiro estão disponíveis em três versões: normal, esportiva com regulagem eletrônica e confortável. Impossível não constatar que estamos em meio a uma variedade de elegantes e luxuosos detalhes. Exemplos disso são as atmosferas criadas pela iluminação suave e pelos requintados detalhes cromados decorativos dos controles. O atual modelo ainda garante conforto para cinco, seis ou sete pessoas, dependendo da configuração.


Primeiras impressões

O teste do novo Audi Q7 começou em Ingolstadt, onde está a sede da Audi. No percurso de 150 km, foi possível ter ideia de todas as melhorias que este novo modelo recebeu. Com todos os motores da gama disponíveis, o 3.0 litros TFSI a gasolina, o poderoso 4.0 TDI e ainda o versátil 3.0 TDI, o escolhido foi o 3.0 TDI. É, de longe, o motor mais popular entre os consumidores europeus do modelo.

Este motor não tem nada em comum com o que equipava as versões anteriores, exceto pela potência. Ele oferece 243 cv com torque máximo de 56 kgfm entre 1.750 e 2.500 rpm. O motor V6 do Q7 acelera de zero a 100 km/h em 7,9 segundos e chega a velocidade máxima de 218 km/h. O consumo é de, em média, 7,4 litros por 100 km. A taxa de emissões de CO2 do modelo não ultrapassa as 195 g/km, número 19% inferior ao obtido pela antiga versão. Tudo graças a reconfigurações no motor.

A condução em estrada é bastante relaxante, graças ao funcionamento "redondo" do motor e a quase completa falta de ruídos, mostrando que os engenheiros da Audi fizeram um trabalho excelente. Os ligeiros ruídos percebidos se devem ao rolamento dos pneus grandes. Este novo utilitário tem consumo de combustível 5% inferior. A bem acertada caixa de marchas tem seis velocidades e funciona com mudanças flexíveis, rápidas e extremamente confortáveis. Trata-se, sem dúvida, de um belo conjunto mecãnico.

Na Europa, os preços do novo Audi Q7 permaneceram os mesmos cobrados pelo modelo anterior. Mas agora com motores mais avançados - que consomem menos combustível -, detalhes internos e externos inéditos e equipamentos opcionais mais sofisticados. Ou seja, melhorou a relação custo/benefício do carrão.

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