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segunda-feira, 26 de março de 2012

BMW 1M custa R$ 106.000 a menos na Argentina

bmw 1m

O BMW 1M já havia demorado para chegar ao Brasil, onde desembarcou há cerca de um mês. Agora é a vez do compacto "nervoso" chegar também à Argentina, onde teve seu preço fixado em US$ 89.900, o equivalente a R$ 162.800. O valor é assustadoramente R$ 106.000 menor do que os R$ 268.800 pedido pelo mesmíssimo carro aqui no Brasil. Impostos? Lucro? Só o que sabemos é que a cifra está um tanto salgada...

Em relação ao BMW Série 1, apenas 20% dos componentes foram aproveitados entre os modelos. O ronco ácido do 1M é gerado pelo motor 3.0 biturbo com dois gerenciamentos escolhidos por meio da tecla M no volante. Esta unidade fornece 340 cv de potência e até 50,9 mkgf de torque máximo com o overboost, além de trabalhar em conjunto com um câmbio manual de seis velocidades. Com este conjunto, os alemães prometem levar o carro de 1.495 kg de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e de 0 a 200 km/h em 17,3 segundos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Demissões preocupam trabalhadores da GM, em São José dos Campos

Em um ano, empresa demitiu 377 funcionários na unidade joseense.
Credito: Reprodução / Rede Vanguarda Funcionários da General Motors (GM) de São José dos Campos estão preocupados com as demissões. Entre dezembro de 2010 e o mesmo período do ano passado, 377 postos de trabalho foram fechados na empresa.

Foram 17 anos trabalhando na GM, até que no mês passado, o soldador Edmar Beti recebeu a notícia da demissão. "Cada departamento tinha que reduzir um pouco. Eu sou soldador e lá não tinha mais a função de solda, tiraram a área e então falaram para mim que a minha mão-de-obra não tinha mais. Era melhor para a empresa mandar eu embora, do que mandar um mecânico", disse.

Vanderson da Silva também foi dispensado. Ele trabalhava há oito anos no setor de ferramentaria. "Foi mais gente do meu setor e de outros setores também. Todo dia tem pessoas indo embora lá na fábrica", garantiu.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de janeiro do ano passado até agora, foram feitas 964 homologações de funcionários da GM. O número inclui o Plano de Demissão Voluntária (PDV) feito no ano passado, que teve adesão de cerca de 500 trabalhadores. "Surpreendente aqueles que não aderiram ao PDV começavam a ser mandado embora, inclusive, algumas demissões completamente arbitrária, que são companheiros que têm doença ocupacional, acidente de trabalho, que a nossa convenção coletiva garante estabilidade até a aposentadoria", disse o representante da categoria, Vivaldo Araújo.

Credito: Reprodução / Rede Vanguarda A GM informou que não vai se pronunciar sobre as demissões. O que os trabalhadores temem é que elas aumentem até o meio do ano, quando dois modelos de automóveis deixarão de ser produzidos em São José dos Campos.

Desde 2008, quando a empresa anunciou a modernização das fábricas no Brasil, a unidade de São José dos Campos tem ficado de fora dos investimentos. Na época, a fábrica deixou de gerar 600 novos empregos para aumentar a produção, porque não chegou a um acordo com o sindicato.

A empresa queria flexibilizar a jornada de trabalho e reduzir salários. Os R$ 700 milhões que seriam investidos na produção de um novo modelo, foram destinados à fábrica de São Caetano do Sul. "A única explicação que ela diz é que há gente sobrando dentro da empresa e a gente não assiste isso. Em todo o setor que você vai, a reclamação dos trabalhadores é de que está faltando gente, inclusive, está trabalhando em dia de sábado, fazendo hora extra. Então, não há por que ter essas demissões", reiterou Vivaldo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Rubinho lidera último dia de testes na Indy e sai com 'gostinho bom na boca'

Kanaan e Barrichello posam para foto durante treinos da KV Racing na Flórida

Kanaan e Barrichello posam para foto durante treinos da KV Racing na Flórida

02/02/2012 - 07h42

Rubens Barrichello deixou uma boa impressão após testes com a KV Racing. O brasileiro liderou o último dia de testes da Fórmula Indy e terminou a quarta-feira como o piloto mais rápido de Sebring, na Flórida (EUA), com o tempo de 52s23.

Aos 39 anos, Rubinho correu com o carro do compatriota Tony Kannan e colocou 0s186 sobre Helio Castroneves, que ficou em segundo lugar, e 0s407 sobre o venezuelano Ernesto Viso, terceiro colocado. Viso é companheiro de Kanaan na KV e correu com o carro ajustado por Barrichello no dia anterior.

O bom desempenho animou o ex-piloto da Williams: “Deixo Sebring com gostinho bom na boca”, afirmou por meio da sua assessoria de imprensa.

“Foi realmente uma grande manhã. Estou feliz por ter completado muitas voltas com o carro número 11 do Tony (Kanaan), pois esse tem sido meu número favorito. Compensamos as poucas voltas que demos ontem (terça-feira), então, tenho que agradecer o time por me proporcionar testar de novo. Acredito que meu feedback será muito útil para o Tony e toda KV, estou satisfeito com o que fizemos aqui”, elogiou Rubinho.

Apesar da empolgação, Barrichello afirmou que não sabe se correrá na Indy nesta temporada, mas garantiu que as especulações acabarão em breve.

“Eu não sei como as coisas vão avançar agora. Eu não falei com o Jimmy Vasser sobre correr esta temporada. O que é certo é que se eu vou correr ou não será decidido em breve. Há muito trabalho ainda a fazer e a KV precisa saber quem será seu piloto”, disse Rubinho em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil vai romper acordo automotivo com o México, diz jornal

Do UOL, em São Paulo

O governo brasileiro vai romper o acordo automotivo mantido com o México devido ao deficit crescente no comércio de automóveis entre os dois países, segundo reportagem do jornal "Valor Econômico".

Ainda segundo o texto, a ordem teria partido da presidente Dilma Rousseff, que estaria incomodada com a situação.

Com o acordo assinado pelos dois países, os carros mexicanos não são considerados como importados, ficando isentos da alta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que vigora desde o mês passado.

Sempre de acordo com a reportagem, o acordo automotivo firmado em 2002 passou a ficar negativo para o Brasil em 2009. No ano passado, por exemplo, o México se tornou uma boa opção de compras de veículos para algumas montadoras estabelecidas no país, como a Fiat.

As importações de carros do México tiveram alta de quase 40% em 2011, superando os US$ 2 bilhões. O deficit comercial ficou um pouco abaixo de US$ 1,7 bi, já que o Brasil exportou US$ 372 milhões.

Segundo dados da associação de concessionários de veículos, Fenabrave, em 2011, o México ficou no terceiro lugar no ranking de principais origens de importações brasileiras de veículos, com participação de 13,8%, atrás de Coreia do Sul, com 19,2%; e Argentina, com 44%.

A medida deve ser oficializada nos próximos dias com a volta da presidente e dos ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ford baixa preços do New Fiesta Hatch e Sedan

Modelo tem redução de até R$ 3.500, dependendo da versão, no valor de tabela da fábrica

Foto
Carsale - A Ford reduziu os preços do New Fiesta em até R$ 3.500 na rede em todo o país. Com isso, o modelo passa a custar a partir de R$ 45.950 na versão Hatch e R$ 47.950 na versão Sedan. A montadora também ampliou a oferta do veículo no mercado brasileiro, com o aumento do volume de entrega da fábrica mexicana para a América do Sul.

“Com essa reprogramação, a fábrica poderá atender com maior disponibilidade os consumidores que desejam o New Fiesta no nosso mercado", afirma Oswaldo Ramos, gerente nacional de Vendas da Ford.

Importado do México, o modelo introduziu no segmento de compactos premium o novo estilo Kinetic e tecnologias de conectividade e segurança, como sistema multimídia SYNC com comando de voz em português, controle de estabilidade e de tração, assistência de partida em rampa e sete airbags - incluindo airbag de joelho e sensor de classificação do passageiro.

Desde a versão de entrada, o New Fiesta é oferecido de série com direção elétrica, ar-condicionado, trio elétrico e rodas de liga leve de 15 polegadas. O motor é o Sigma 1.6 16V Flex, todo em alumínio, de 110 cv a 115 cv de potência.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ferrari preparada com bioetanol chega a 887 cv

Quando se dirige um carro com motor 6.3 V12, que faz 6,5 km/l e emite 360 gramas de CO2 por quilômetro (mais que o dobro de um carro popular, em média), existe um impacto no meio ambiente. Mas para eliminar o peso na consciência e ainda elevar o desempenho de 660 cv, a Customized criou uma Ferrari convertida para bioetanol.

O kit de conversão é simples, de acordo com a preparadora norueguesa. Rodando com E85, que é feito de 85% de etanol e 15% de gasolina, esta FF produz menos de 72 g/km, 80% menos CO2, e tem uma potência de 887 cv, 34% maior do que a original. É claro que uma Ferrari ecologicamente correta não é uma das maiores demandas que existe, mas para os poucos interessados, é uma boa opção.

Cobalt surpreende e coloca Chevrolet na liderança de vendas em 2012

  • Chevrolet Cobalt foi o décimo mais vendido na quinzena e ajudou marca da GM a ser líder

    Chevrolet Cobalt foi o décimo mais vendido na quinzena e ajudou marca da GM a ser líder

O mercado brasileiro de automóveis e veículos comerciais leves demonstra ainda ter fôlego de sobra, mesmo após quebrar um recorde de vendas em 2011, quando fechou o ano com 3.425.596 unidades comercializadas. A surpresa, porém, ficou por conta do ranking das montadoras, que mostra a Fiat, líder de mercado em 2011, na terceira posição, atrás de Chevrolet e Volkswagen.

Os números do fechamento quinzenal das vendas de janeiro, divulgados nesta quarta-feira (18) pela Fenabrave, a associação dos revendedores de veículos no Brasil, mostram que a Chevrolet vendeu 25.231 veículos no período. A marca norte-americana é seguida de perto pela Volkswagen (25.179), ambas à frente de Fiat (24.354), Ford (10.182) e Renault (7.798).

O salto da GM está relacionado ao desempenho da fabricante dentre os veículos de passeio, categoria na qual a marca vendeu 22.118 unidades. A fabricante contou com o bom desempenho dos sedãs Chevrolet Cobalt, que figurou entre os dez carros mais vendidos, e Chevrolet Cruze, segundo em sua categoria.

De acordo com o relatório da entidade, foram comercializados 119.334 carros de passeio e comerciais leves na primeira quinzena de 2012, número que é 4,68% superior ao mesmo período do ano passado. Já em relação à primeira metade útil do último dezembro, o resultado foi 24,26% menor, comportamento normal dada a época do ano e à prática do chamado rapel, para bombar as vendas de dezembro.

Por veículos, o hatch Volkswagen Gol, que completou 25 anos na liderança do mercado nacional, fechou este novo período à frente, também. Ao todo, foram 9.429 unidades vendidas, contra 8.432 do seu rival mais direto, o Fiat Uno. Completam as cinco primeiras posições da lista o Chevrolet Celta (6.398), o Fiat Palio (5.115) e o VW Fox (4.666, número que unifica as vendas do Fox e do CrossFox).

A BRIGA POR SEGMENTOS
Separando os resultados segmento a segmento, pouca coisa mudou nesse início de ano em relação a 2011. Entre os hatches compactos, a vitória foi do VW Fox, que emplacou 4.666 unidades e superou o Ford Fiesta (3.299). Os hatches premium viram o Citroën C3 começar o ano na ponta, com 1.070 emplacamentos, contra 447 Fiat 500 vendidos.

Entre os sedãs compactos, o Chevrolet Corsa Sedan (que engloba as vendas do Classic) bateu o VW Voyage. Ambos venderam, respectivamente, 4.514 e 3.176 unidades. No certame dos hatches médios, o Hyundai i30 manteve a ponta, vendendo 829 unidades contra 552 do veterano VW Golf.

Pulando para a categoria dos sedãs médios, o Toyota Corolla não deu chance pra concorrência e emplacou 2.093, deixando seu rival mais próximo, o Chevrolet Cruze (1.189) comendo poeira. A Fiat Strada, também líder em sua categoria, manteve a ponta da tabela ao vender 3.149 unidades e, assim, superar a VW Saveiro (2.694).

As picapes médias viram a Toyota Hilux assumir a liderança do segmento. Foram 1.535 emplacamentos, superando a tradicional líder Chevrolet S10 (1.134). Por fim, o segmento mais disputado é o dos SUV, que viu o Ford EcoSport reassumir a liderança por 11 carros. O jipinho da Ford vendeu 1.027 unidades, contra 1.016 do Renault Duster, que havia sido líder no mês de dezembro.

Confira abaixo a lista dos dez carros mais vendidos na primeira quinzena útil de janeiro:

1º - Volkswagen Gol -- 9.429
2º - Fiat Uno -- 8.432
3º - Chevrolet Celta -- 6.398
4º - Fiat Palio -- 5.115
5º - Volkswagen Fox/Crossfox -- 4.666
6º - Chevrolet Corsa Sedan/Classic -- 4.514
7º - Ford Fiesta -- 3.299
8º - Volkswagen Voyage -- 3.176
9º - Fiat Strada -- 3.151
10º - Chevrolet Cobalt -- 2.762

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Kia cresce 21,9% no mundo em março



A Kia Motors registrou um crescimento de 21,9% nas vendas globais no mês de março. Foram comercializados 216.219 unidades da marca sul-coreana, com resultados positivos em todos os mercados, com 21,3% na Coréia, 17,9% na China, 17,4% nos chamados mercados gerais (América Central e do Sul, Caribe, Ásia (exceto China e Coréia), Pacífico, Oriente Médio e África) e 12,1% na Europa.

Se comparado o primeiro trimestre desse ano com o primeiro trimestre de 2010, o crescimento nas vendas foi de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, em números isso significa 565.355 unidades. No mesmo período os mercados globais que mais cresceram foram América do Norte com 35,3% e 21,1% nos mercados gerais.

Entre os modelos oferecidos pela empresa, o best-seller da marca continua sendo o Kia Cerato com 35.907 exemplares comercializados, seguido de Sportage e Kia Rio com 26.922 e 21.273 unidades, respectivamente. Completando o Top 5 ficaram Sorento e Soul com 18.195 e 17.140 cada.

Os 50 anos do Citroën Ami 6

Os 50 anos do Citroën Ami 6

Modelo foi desenvolvido para variar a gama da montadora e caiu nas graças do público feminino

Enquanto a Citroën foca nos lançamentos da renovada linha DS, outro carro importante para a história da montadora francesa festeja seus 50 anos. Lançado em 1961, O Ami 6 fazia parte de uma estratégia da marca de variar sua gama de veículos e acabou sendo abraçado pelo público feminino.

Criado por Flaminio Bertoni, mesmo designer dos clássicos 2CV e DS, a principal característica do modelo é a parte traseira invertida. Equipado com motor dois cilindros refrigerado a ar, o carro entregava 35 ph, com velocidade máxima de 105 km/h. No início, o veículo logo chamou a atenção pela capacidade de carga incomum para um compacto.

O lançamento do Citroën Ami 6 também marcou a estréia do centro de produção de Rennes La-Janais, unidade que se tornaria um grande centro de produção da marca. O veículo foi substituído em 1964, com o lançamento do Ami 8, e ainda gerou outras versões como o Ami Super e o M35.

Para comemorar a data, a montadora convoca os proprietários, do original e das versões subsequentes, para a excursão do Françe Amiclub. O ponto de partida será a unidade Rennes La-Janais, no dia 8 de julho de 2011. O cinquentenário será celebrado com um percurso de 2600 km, divido em 14 estágios.



EUA: Alta do combustível não muda hábitos


EUA: Alta do combustível não muda hábitos

Consumidores preferem esperar a crise passar a ter que trocar seus SUVs e pick-ups por modelos menores

A tradicional publicação americana Consumer Reports divulgou uma pesquisa sobre a opção dos proprietários americanos por carros menores em função da alta dos preços dos combustíveis naquele país.

De acordo com o relatório, 56% dos 911 entrevistados afirmaram que seus próximos carros serão novamente pick-ups ou SUVs, do mesmo tamanho dos seus atuais. Outros 25% planejam comprar carros menores, mas 19% pensam nessa opção como temporária, e querem retornar aos modelos maiores quando os momentos de crise passarem.

A pesquisa também revelou que os compradores entre 18 e 34 anos compram carros menores apenas por serem mais baratos na hora de fazer o cheque, mas assim que ganham estabilidade financeira, buscam carros grandes. Esse fenômeno é atribuído à parte da cultura americana, onde as crianças já veêm os carros da família crescerem conforme a situação econômica melhora.

Da parte que pretende procurar carros menores, 92% busca economia de combustível, 71% menores custos com manutenção e 67% estão realmente preocupados com o meio ambiente. Maior durabilidade e menor preço de compra também foram fatores citados na pesquisa.

Enquanto isso, 80% dos que procuram sempre carros grandes, o fazem pela necessidade de mais espaço, e 72% por mais conforto.

Os resultados mostram em números que apesar da enorme propaganda feita por diversas marcas sobre seus carros híbridos e mais eficientes, mais da metade dos consumidores americanos não pretende mudar seus hábitos em função da crise.

sábado, 16 de abril de 2011

Chery, Hafei e Jinbei são as marcas que mais crescem no Brasil

Chery, Hafei e Jinbei. Essas foram as três marcas que mais crescerem no mercado brasileiro no primeiro trimestre deste ano. É verdade que elas têm um volume de vendas muito pequeno: a Chery vendeu 2,5 mil carros nos três meses, a Hafei 3,6 mil e a Jinbei apenas 120. Mas o percentual de crescimento mostra que essas marcas têm tudo para se tornar uma opção para o consumidor. A Chery cresceu 428%, a Hafei 338% e a Jinbei 316%.

De comum, elas têm a procedência, todas vêm das China e pelo menos mais duas chinesas cresceram bem acima da média do mercado: a Changan, +70% e a Effa, +36%. A Changan vendeu apenas 474 unidades no trimestre e a Effa 239.

Isso sem contar JAC e Lifan, iniciaram vendas há menos de um ano e portanto não há como comparar as vendas. A Lifan vendeu de janeiro a março 692 unidades e a JAC chegou a 461 unidades em apenas dez dias úteis, pois o início das vendas foi em 18 de março.

Além das chinesas, a Jeep teve crescimento espantoso, 277%, mas também sob uma base pífia: cresceu de136 para 513 unidades no trimestre. A coreana Ssangyong vem a seguir, na quinta posição entre as marcas que mais evoluíram neste ano: teve um aumento de 99,5%, passando de 563 no primeiro trimestre de 2010 para 1.123 neste ano.

Outras duas pequenas destacam-se neste ano no ranking das que mais cresceram em vendas: a Míni (oitava colocada, com crescimento de 68%) e a Suzuki, nona, com aumento de 64%.

Mas os maiores destaques ficaram com a Nissan e a Kia. Foram as únicas marcas com grande volume de vendas (acima de quatro mil carros/mês) que apresentaram crescimento acima de 50% no primeiro trimestre de 2011.

A Nissan vendeu este ano 13.396 carros, 77% a mais do que no primeiro trimestre do ano passado e ficou em sexto lugar. A Kia cresceu 59,5%, passando de 10.866 unidades no período janeiro a março do ano passado para 17.330 neste ano. A marca coreana foi a décima que mais cresceu no Brasil em 2011.

GM passa a Volks e Hyundai passa a Honda

As vendas de carros e comerciais leves em abril estão aquecidas. A média diária se aproxima da registrada em março, com pouco mais de 13 mil unidades (exatamente 13.336, contra 13.121 do mês passado).

O problema é que abril terá apenas 19 dias úteis, por conta dos feriados de quinta e sexta feira próximas, dias 21 e 22.

Assim, dificilmente as vendas vão atingir as 288 mil unidades registradas no mês passado, mas é bem provável que as vendas diárias batam recorde do ano.

Até ontem, com dez dias úteis (restam mais nove, portanto) as vendas atingiram 133.369 unidades e o ranking teve duas mudanças importantes.

A Fiat manteve a liderança, mas a Volks perdeu a segunda posição parcialmente para a GM, que até ontem registrava 1,5 ponto percentual a mais do que a concorrente.

E a Hyundai passou a Honda, assumindo o sexto lugar no ranking. É uma posição frágil, a Hyundai tem apenas algumas unidades a mais do que a japonesa, mas como as vendas da coreana vêm crescendo, essa diferença pode se ampliar até o fim do mês.

Fiat Idea ganha série especial

Fiat Idea ganha série especial

Versão comemora boas relações diplomáticas entre Brasil e Itália

A Fiat lançou uma série especial para a minivan Idea. Chamado de Italia, o pacote é oferecido apenas para as versões Essence com câmbio manual ou Dualogic e acrescenta à lista de equipamentos básicos o importante HSD - composto por airbags frontais e freios ABS.

Serão produzidas apenas 580 unidades da Idea Essence Série Especial Italia. Segundo a Fiat, o lançamento faz parte das comemorações do "Momento da Itália no Brasil", que promove relações culturais, sociais e comerciais entre os dois países. Além do pacote de segurança, a Idea também traz faróis e lanternas traseiras escurecidas e rodas de liga leve exclusivas de 16 polegadas semelhantes às usadas pela Lancia Musa, que inspirou o atual desenho da Idea. Na coluna traseira, um emblema da série identifica o modelo.

A nova versão é equipada com o mesmo 1.6 16v e.Torq de 115 cv do modelo Essence. O preço fica entre esta versão e a mais cara Sporting, que usa o motor 1.8 16v de 130 cv.

Série Especial Itália – R$ 51.160
Série Especial Itália Dualogic - R$ 53.270

Gigantes dos pneus, Pirelli e Continental lançam produtos 'verdes'

  • <b>No dinamômetro, Pirelli mostra que seu pneu verde para compactos (o carro é um Palio) esquenta menos que o pneu comum (em primeiro plano), o que ajuda a preservar cerca de 2 cavalos de potência, além de minimizar o desgaste</b>

    No dinamômetro, Pirelli mostra que seu pneu verde para compactos (o carro é um Palio) esquenta menos que o pneu comum (em primeiro plano), o que ajuda a preservar cerca de 2 cavalos de potência, além de minimizar o desgaste

Para um veículo ser o mais ambientalmente correto possível, não basta um trem de força (motor e transmissão) que beba pouco ou nenhum combustível fóssil e que emita pouco ou nenhum gás tóxico ou do efeito estufa. Entre outras coisas, é preciso diminuir o consumo de água no processo de fabricação, usar materiais recicláveis e/ou reciclados onde for possível (por exemplo, fibras naturais em paineis e assentos) e, abaixo de tudo, optar por pneus que sejam menos agressivos ao ecossistema. Nesta semana, e quase simultaneamente, duas gigantes do setor de pneumáticos mostraram suas novas "linhas verdes": Pirelli e Continental.

A empresa italiana, cuja referência no Brasil é a fábrica em Santo André (SP), apresentou os pneus Cinturato P1, Cinturato P7 e Scorpion Verde All Season, destinados a carros compactos, de porte médio e a utilitários, respectivamente. Segundo a Pirelli, a gama pode ser usada em rodas de 13 a 20 polegadas, abrangendo cerca de 75% dos veículos que circulam no pais. Já a marca alemã, que possui uma fábrica em Camaçari (BA), traz o pneu ContiPowerContact, desenvolvido em seu país-sede e disponível para rodas de aros de 13 a 16 polegadas.

Basicamente, Pirelli e Continental asseguram que seus pneus ajudam a diminuir o consumo de combustível e as emissões de gases, além de proporcionar menos ruído na rodagem (já que poluição sonora também faz mal) e durabilidade estendida (a Pirelli chega a mencionar 100.000 km). Tais predicados, dizem ambas, não empanam a performance dos produtos: ao contrário, os novos pneus ajudam em momentos críticos da condução, como frenagens e direção sob chuva.

As razões para isso vão desde desenhos especiais nas bandas de rodagem, privilegiando sulcos e ranhuras assimétricos, até o uso de sílica (que deixa "areia" como resíduo) e polímeros ultramodernos e quase "inteligentes" na composição com a borracha natural.

SEGURA OU NÃO SEGURA?
Ao longo de dois dias, UOL Carros participou de testes com os "pneus verdes" de Pirelli e Continental, realizados no Paraná, alguns em situações de laboratório (como o Palio no dinamômetro que você vê na foto no alto desta reportagem), outros em pista e com os jornalistas ao volante.

  • Claudio de Souza/UOL

    No teste em pista molhada com o pneu ContiContactPower, aqui calçando um Volkswagen Polo, ficou evidente o ganho em aderência (e, consequentemente, em segurança) na comparação com pneus menos sofisticados de outras fabricantes

Algumas provas foram muito reveladoras. Dois Ford New Fiesta iguais e com mesmo peso a bordo, mas um deles usando pneus Pirelli comuns (ou "pretos") e outro os compostos "verdes", desceram uma pequena rampa e entraram numa superfície plana -- sem usar o motor. O carro com o novo Cinturato P1 sempre percorreu uma distância muito maior nas várias repetições do teste. Conclusão: esse pneu tem menor resistência ao rolamento (ou seja, menos atrito). Por isso, roda mais frio, poupa potência e desgasta menos. Nas provas de frenagem essa característica não prejudicou os resultados -- devido a certas características estruturais, a deformação deles durante a frenagem preserva ampla área de contato com o solo, ajudando a parar o carro.

Talvez a prova mais convincente tenha sido a de direção em piso molhado, organizada pela Continental. A bordo de diferentes modelos (Volkswagen Polo e Fiat Palio, entre outros), encaramos a pista encharcada de um kartódromo em Curitiba (PR). Com pneus da linha ContiPowerContact, os carros praticamente não derraparam, mesmo em curvas abusadas. Com pneus comuns de concorrentes da Continental (que atua no mesmo patamar de Michelin e Bridgestone), os carros patinaram e exigiram contraesterço e demais correções para evitar rodadas e visitas à área de escape.

  • Divulgação

    Pneus Cinturato (na foto, o P7), da Pirelli, e ContiPowerContact, da Continental: ambos trazem banda de rodagem com desenho assimétrico e ombro externo reforçado

Como os sulcos da banda de rodagem são funtamentais na drenagem da água do piso, a linha ContiPowerContact oferece um indicador de desgaste bem específico: quando ele aparecer, a direção sob chuva fica desaconselhada.

POUPANDO O BOLSO
Se o apelo ecológico não comover o consumidor, poderá valer o argumento financeiro. Com boa parte da gama na faixa de R$ 200 a R$ 300 e custando pouco mais que os "pneus pretos" dos mesmos fabricantes (em alguns casos, apenas 3,5% mais), a promessa de economia de combustível de cerca de 6% feita pela Pirelli "devolveria" o excedente de preço em apenas 40 dias.

Na hora de trocar os pneus, o novo conjunto de quatro unidades sairia praticamente de graça -- o combustível poupado representaria o custo de 3,6 pneus. Os cálculos valem para veículos que rodem, em média, 20.000 km por ano. No caso da Continental os números são mais modestos: economia de combustível na ordem de 3% e "reembolso" de 2,3 pneus na hora de fazer a troca por esgotamento da vida útil.

As novas gamas de pneus verdes das duas fabricantes passam por homologação para eventual uso de série em modelos fabricados no Brasil. No mercado de reposição e nas revendas oficiais, os produtos chegam nos próximos dias. A Pirelli vem oferecendo treinamento especial aos funcionários desses pontos de venda, esforço necessário para trabalhar um produto mais complexo que os anteriores. Até 2014, a marca italiana espera que 30% de suas vendas sejam da linha verde. Futuramente, o número chegará a 100%. A Continental não divulgou prognósticos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Jeep 70 anos: da lama à lenda

Jeep 70 anos: da lama à lenda

Pioneira entre veículos fora-de-estrada, fabricante completa sete décadas

por Rodrigo Machado
Auto Press

Desde a criação dos primeiros protótipos para a Segunda Guerra Mundial, a história da Jeep se confunde com a história dos modelos off-road. A marca não apenas foi a fornecedora de veículos para o exército aliado no combate, mas também os adaptou logo após para o uso civil. Com o tempo, a Jeep trocou de donos e focou a sua produção cada vez mais em carros confortáveis em embalagem aventureira, se tornando uma das pioneiras na criação do conceito de utilitário esportivo. Nestes 70 anos de história, a marca criou lendas no segmento e se tornou sinônimo de off-road em todo o mundo.

O surgimento da marca aconteceu na década de 40. Na época, o exército dos Estados Unidos informou as fabricantes de automóveis que procurava por um veículo leve de reconhecimento de terreno para substituir as motos e os Ford Modelo T modificados. Algumas especificações tinham de ser cumpridas pelos fabricantes, como capacidade de carga por volta de 300 kg, entre-eixos de 1,90 metro e altura máxima de 91 cm. Apenas três empresas responderam ao chamado do governo: a Ford, a Willys-Overland e a American Bantan Car Manufacturing Company. Depois de diversos protótipos, a escolha foi pelo modelo da Willys, o MA.

Com o fim da guerra, a Willys resolveu adaptar o seu veículo para o uso civil. Nesse momento surgiu o nome Jeep. Diz a lenda que ele foi criado através da pronuncia em inglês da sigla GP, que significa General Purpose, algo como "carro para todos os propósitos". Também há quem acredite que Jeep é uma alusão aos quadrinhos do marinheiro Popeye, devido ao personagem Eugine the Jeep, um estranho bichinho de estimação mágico da Olívia que desbravava todos os lugares possíveis no desenho.



De uma maneira ou de outra, o primeiro modelo para as ruas da Jeep foi o CJ-2A, uma adaptação do MA. E com o sucesso da gama CJ nos Estados Unidos, a Jeep resolveu tentar diversificar a sua linha. A primeira tentativa foi com a Pick-up, que ficou no mercado entre 1947 e 1965. Em 1953, a Willys Overland foi comprada pelo empresário Henry Kaiser por US$ 60 milhões. O primeiro Jeep produzido na nova gestão foi o CJ-5, baseado no militar usado na Guerra da Coreia. Em relação ao veículo do exército norte-americano, o CJ-5 tinha para-lama dianteiro arredondado, entre-eixos alongado e melhorias mecânicas no motor, transmissão e eixos. A produção durou até 1983 e foram fabricados mais de 600 mil unidades do CJ-5 neste período.

A popularidade dos veículos 4X4 era cada vez maior no mercado ianque e em 1962 a Jeep criava o embrião de seu modelo de maior sucesso na história. O Wagoneer chegava para ser o primeiro veículo com tração integral a ser equipado com transmissão automática e suspensão dianteira independente. Em 1970, mais uma mudança no comando da marca. A American Motors Corporation comprou a Kaiser Motors e se tornou a proprietária da Jeep.



Dentro da linha CJ, a Jeep fez a primeira grande mudança em 1976, com o CJ-7. Ele incoporou em seu design a opção de usar uma capota de tecido e tinha portas de aço de série, além de ser mais comprido que o CJ-5, seu antecessor, para abrigar uma transmissão automática. Antes da virada da década, porém, a Jeep mudava de dono mais uma vez. No fim da década de 70, a AMC entrou em crise e a francesa Renault adquiriu a marca norte-americana.

Em 1984, ainda sob o comando da fabricante francesa, a Jeep lançava uma versão menor, só que mais avançada tecnologicamente do Wagoneer: o Cherokee, que se tornou um veículo de grande sucesso em todo o mundo. Ele vinha com plataforma monobloco e um novo sistema de tração integral. Em 1987, a Jeep percebeu que os clientes da linha CJ procuravam um 4X4 compacto com mais conforto. Por isso, os CJ foram descontinuados e era iniciada a linha Wrangler, que dura até hoje.



No mesmo ano, a Renault passou por problemas financeiras e procurou uma maneira de se desfazer da AMC. A Chrysler imediatamente respondeu ao apelo da marca francesa e se tornou a dona da Jeep até os dias atuais ­ é verdade, porém, que entre os anos 90 a Jeep fez parte da holding DaimlerChrysler e atualmente o grupo norte-americano é controlado pela Fiat, que possui 25% das ações da Chrysler e pleiteia aumentar a sua participação para 51%.

No Salão de Detroit de 1992 a Jeep mostrou ao mundo o Grand Cherokee, primeiro SUV com airbag lateral e que tentava associar o conforto de um sedã à robustez de um 4X4. O Cherokee "comum" foi substituido em 2002 pelo Liberty ­ que, em alguns mercados, como o brasileiro, manteve o nome Cherokee. Em 2007 surgiu o Compass, primeira investida da Jeep no segmento de utilitários esportivos compactos e de entrada ­ para os norte-americanos. O último lançamento da marca foi uma geração totalmente nova do Grand Cherokee, que chega como linha 2011 e é o responsável por levar adiante a lendária história da Jeep entre os off-roads.



Alguns modelos emblemáticos da história da Jeep

# Willys MA ­ 1940 ­ Modelo feito pela Willys para o exército aliado na Segunda Guerra Mundial.
# Jeep CJ-2A ­ 1945 - 49 ­ Primeiro jipe para o uso civil feito pela marca. Era uma adaptação do MA para as ruas.
# Jeep CJ-5 ­ 1955 - 83 ­ Grande sucesso de vendas da Jeep com mais de 600 mil unidades vendidas. Era baseado no jipe usado pelos EUA na Guerra da Coreia.
# Jeep CJ-6 ­ 1956 - 75 ­ Versão com entre-eixos 50 cm maior que o CJ-5 e mais espaço para carga.
# Jeep Pickup ­ 1947 - 65 ­ Com 2,99 metros de entre-eixos, foi a primeira tentativa da Jeep em fazer um modelo diferente dos CJ.
# Jeep Wagoneer ­ 1963 - 91 ­ Primeiro fora de estrada a contar com transmissão automática acoplada à tração integral. Foi o antecessor do Cherokee.
# Jeep FC Pickup ­ 1957 - 65 ­ Eram essencialmente caminhonetes para trabalho, com grande capacidade de carga.
# Jeep Gladiator ­ 1963 - 87 ­ Com desenho baseado na Wagoneer, era uma pick-up compacta para os padrões norte-americanos.
# Jeep CJ-7 ­ 1976 - 86 ­ Primeira grande mudança de design na linha CJ da Jeep. Tinha maior espaço interno do que o CJ-5 e o adicional da transmissão automática.
# Jeep Cherokee ­ 1984 - 01 ­ Versão menor e mais moderna da Wagoneer. Tinha novo sistema de tração integral e a partir de 1989 teve um motor 4 litros de seis cilindros em linha.
# Jeep Wrangler ­ 1987 - até atualmente ­ Sucessor da linha CJ. Tinha mais espaço e oferecia mais conforto, mas mantinha o foco no off-road.
# Jeep Grand Cherokee ­ 1993 - até atualmente ­ Atual carro-chefe da Jeep no mundo. Reúne conforto ao rodar e capacidades de fora-de-estrada.
# Jeep Liberty ­ 2002 - até atualmente ­ Aposentou o Cherokee entre os SUVs médios da Jeep.
# Jeep Compass ­ 2007 - até atualmente ­ Marcou a entrada da Jeep no segmento dos SUVs compactos.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hafei e Chery desbancam Mercedes e BMW


Mas é no ranking das 15 marcas mais vendidas que estão as mais importantes mudanças neste ano de 2011. Duas marcas tradicionais do segmento de luxo, Mercedes-Benz e BMW, foram desbancadas por duas chinesas. A Mercedes, 14ª.colocada no ano passado, e a BMW, 15ª, não figuram mais na lista das 15 mais. No seu lugar entraram a Hafei e a Chery.

A Hafei fechou janeiro na décima quarta posição no ranking das marcas, com 992 unidades vendidas e 042% do mercado e a Chery vendeu 963, ficou em décimo quinto lugar e com 0,42% de participação. As duas desbancaram a Mercedes-Benz e a BMW.

Esse desempenho pode ser só o começo. Pelo menos seis importadoras chinesas prometem trazer muitas novidades este ano. Trinta modelos já estão planejados para chegar. As marcas que prometem o maior número de lançamentos são a Haima e a Chery, ambas com seis novidades.

A Haima lançará quatro modelos hatchs, de 1.0 a 1.8, um sedã com motor 1.8 de 16 válvulas e o utilitário esportivo Haima 7. A Chery, além de nova versão do Face e do Fulwin, sedã e hatch, vai trazer o míni QQ.

A Brilliance vai lancar a linha FRV (dois hatchs e um sedã) e o Splendor, um sedã de luxo. A Chana vem com as versões sedã e hatch do Alsvin e duas do Benni (uma delas o Míni).

A JAC terá a linha completa da série "J", inclusive a Minivan J6 e a Lifan vem com o sedã 620, o hatch 520 e o míni 320.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tecnologia: o futuro do motor é ficar menor

Motores de ciclo Otto (flex, etanol, gasolina ou GNV) avançarão de forma acelerada, de agora em diante, quanto a consumo de combustível e emissões, especialmente de dióxido de carbono. Tudo graças a uma tecnologia conhecida há tempos e que em inglês se chama downsizing (redução de tamanho do motor). Essa redução pode ser em número de cilindros e/ou a cilindrada, que é a soma dos volumes unitários em cm³ de cada cilindro.

O DOWNSIZING POR DENTRO

  • Reprodução

    Turbocompressor (foto no alto) e injeção direta de combustível na câmara de combustão são sistemas que ajudam motores menores e mais econômicos a render como unidades maiores

Para esse objetivo a utilização de turbocompressores será expandida rapidamente. A vantagem reside no aproveitamento da energia desperdiçada no escapamento (gases quentes em alta velocidade). Uma turbina ou "roda quente" gira a até 200.000 rpm, solidária a um compressor ou "roda fria" que aumenta o volume de ar aspirado pelo motor. Como referência, um propulsor comum atinge 6.000 rpm.

Dessa forma um motor de menor cilindrada pode ter a mesma potência e torque de outro de aspiração natural com cilindrada de 30% a 50% maior. O resultado: desempenho igual com queda sensível de consumo. É a principal forma de, no caso da gasolina, diminuir a emissão de dióxido de carbono, um dos gases que colabora para o aquecimento da atmosfera e mudanças climáticas, segundo grande parte dos cientistas.

Inicialmente os turbocompressores visavam ao desempenho puro. Havia problemas de atraso na resposta do acelerador, controles eletrônicos menos precisos e alto custo. Tudo foi resolvido, salvo o preço elevado. No Brasil motores turbos (ou apenas com compressor) de um litro de cilindrada já existiram, quando os impostos favoreciam.

Os países centrais, recentemente, decidiram que a política fiscal iria mudar. A União Europeia impôs um limite de 130 gramas por quilômetro rodado de emissão de CO2 para a média da gama à venda de cada fabricante até 2014 (60% dessa frota já em 2012). Os modelos que estiverem acima pagarão mais imposto; abaixo, receberão bônus. Nos EUA a imposição em 2016 é aumento de autonomia média dos automóveis novos em 35% (para 15 km/l), o que indiretamente reduz o CO2 quase na mesma proporção.

Esses desafios levaram a indústria automobilística a mudar o enfoque em relação aos turbocompressores. Também ajudou bastante o avanço da injeção direta de combustível na câmara de combustão, tecnologia mais cara que a atual injeção indireta (no coletor de admissão). Com a combinação dos dois sistemas os motores, de fato, vão encarecer, mas à medida que a escala de produção aumentar o preço cairá, embora nada sairá barato como antes.

Há quem proponha o abandono do termo downsizing por outro mais adequado, rightsizing, ou seja, "tamanho certo" do motor. Afinal, redução de cilindrada ou do número de cilindros soa como algo inferior para a maioria dos motoristas. Turbocompressor e injeção direta chegam para reverter essa ideia. Motores V-8 darão lugar aos V-6 e estes aos de quatro cilindros em linha. No lugar dos de quatro cilindros, três ou dois cilindros apenas, em modelos compactos.

Também é possível combinar turbocompressor e compressor ou mesmo utilizar só compressor volumétrico de última geração e grande eficiência.

Isso tudo se aplica ainda melhor em motores flexíveis etanol/gasolina. No caso do etanol, emissão de CO2 é quase toda compensada pelo crescimento do canavial no campo. Porém, a diminuição de consumo ligada ao rightsizing interessa ao bolso de todos.

Eclipse, Endeavor e Galant dão adeus até 2014

Eclipse, Endeavor e Galant dão adeus até 2014
Modelos da Mitsubishi sairão de cena para a construção de novas plataformas


da Redação
com Autocosmos/México


De acordo com a Automotive News, a Mitsubishi planeja eliminar progressivamente seu portfólio de veículos produzidos nos Estados Unidos a fim de iniciar a construção de novas plataformas globais. Isto significa que os modelos Eclipse - foto acima -, Endeavor e Galant vão desaparecer do mercado entre 2011 e 2014.

Para preencher a lacuna que esses veículos deixarão, a Mitsubishi vai construir automóveis e crossovers sobre a plataforma do Lancer e do Outlander na fábrica de Normal, no Illinois. Espera-se que estes novos veículos sejam híbridos ou totalmente elétricos.

Sabe-se antecipadamente que a Mitsubishi irá oferecer oito modelos híbridos/elétricos até o ano de 2015 como forma de se preparar para a crescente alta da gasolina. A marca japonesa registrou um aumento de 3% no ano passado, de modo que até 2013 ou 2014 a previsão é de que este número cresça 37%.

Chrysler registra prejuízo abaixo do esperado em 2010





Carsale - O grupo Chrysler revelou, nesta segunda-feira (31), seu relatório financeiro referente ao ano passado. De acordo com o documento, a empresa, atualmente administrada pelo grupo Fiat, registrou perdas líquidas de US$ 652 milhões em 2010, provenientes de uma receita líquida de US$ 41,9 bilhões ou pouco mais de R$ 70 bilhões. De acordo com a Chrysler, o prejuízo foi menor que o esperado. No último trimestre do ano passado, o conglomerado norte-americano atingiu US$ 198 milhões de lucro operacional, de um total de US$ 763 milhões, alcançado durante 2010.

Os resultados estão sendo vistos com bons olhos pela cúpula da Chrysler, cuja expectativa para 2011 é de que a empresa alcance o patamar de lucratividade. "Conforme o Grupo Chrysler mostrou no Salão do Automóvel de Detroit (Estados Unidos), a empresa cumpriu a promessa de lançar 16 modelos novos ou significativamente atualizados nos últimos 12 meses. Todos esses veículos são um testemunho do renascimento da Chrysler", declarou Sergio Marchionne, presidente da Chrysler. "Em razão dos comentários positivos que recebemos até o momento, pode-se dizer com segurança que os resultados da Chrysler, em ambas as frentes de produtos e finanças institucionais, superaram muitas expectativas. No entanto, a nossa tarefa ainda não está concluída. Temos muito trabalho pela frente para cumprir os nossos objetivos do plano de negócios para os próximos cinco anos".

A Chrysler, que chegou a receber ajuda financeira do governo dos EUA em 2009, na tentativa de minimizar as perdas geradas pela crise econômica mundial desencadeada no ano anterior, deve abrir seu capital no segundo semestre deste ano. No entanto, antes de oficializar sua oferta pública de ações, Marchionne afirmou que a empresa precisa seguir divulgando lucro líquido nos próximos semestres. A previsão de receita para 2011 é de R$ 55 bilhões.

Aliança Renault-Nissan cresce 19,6% no mundo



Carsale – A Aliança Renault-Nissan encerrou 2010 com um volume de vendas recorde, somando 7.276.398 veículos comercializados e alcançando crescimento de 19,6%, em relação a 2009. Com este resultado, o grupo informou que a participação no mercado mundial atingiu 10,3%. Especificando por empresas, de janeiro a dezembro do último ano, o grupo Renault comercializou 2.625.796 veículos, enquanto a Nissan totalizou 4.080.588 unidades. Estes volumes superaram em 14% e 21,5%, respectivamente, a quantidade de veículos vendidos em 2009.

Já a Lada, montadora russa com 25% de participação da Renault, acumulou no ano passado 570.014 veículos vendidos, registrando alta de 37,6% ante 2009. “Em 2010, a Aliança Renault-Nissan teve um volume de vendas e uma participação de mercado mundial sem precedentes. A nossa performance foi, especialmente, animadora nos mercados promissores em termos de crescimento, onde todas as marcas da Aliança continuam a conquistar participações de mercado”, avaliou Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault-Nissan.

Nos dez maiores mercados de atuação do grupo no mundo, as vendas cresceram. Na China, principal mercado da Aliança, foram comercializadas 1.038.343 unidades no ano, volume 6,2% superior ao obtido em 2009. Em segundo lugar, estão os Estados Unidos, com vendas de 908.570 veículos e 7,8% de elevação. Já a Rússia, que figura como o quarto país do ranking de relevância, apresentou o maior crescimento nas vendas, com 36,5% de evolução e 699.416 unidades. O Brasil está na décima posição, com 196.073 exemplares vendidos, volume 5,9% superior ao de 2009.

Marcas do grupo Renault crescem no mundo

As três empresas pertencentes ao grupo apresentaram crescimento nas vendas – Renault, com 14%, Dacia, com 12%, e Renault Samsung Motors, com 19%. Na Europa, o grupo vendeu 7,4% a mais que em 2009, chegando a 1.642.000 unidades. Fora do mercado europeu, a quantidade de veículos comercializados subiu 26% e atingiu 983.731 exemplares.