quinta-feira, 13 de maio de 2010

Saiba como é feito o Fiesta no México


Saiba como é feito o Fiesta no México

Confira o processo completo de produção do modelo que chega ao Brasil ainda este ano

por Héctor Mañón

do AutoCosmos/México
exclusivo para MotorDream


A fábrica da Ford em Cuautitlan, no México, recebeu grandes mudanças para a produção do novo Fiesta 2011. O investimento foi de cerca de US$ 1 bilhão, algo como R$ 1,7 bilhão, e permitiu fossem instalados 280 robôs. Antes eram apenas 18 robôs para toda a planta, que produzia o F150 e algumas versões dos caminhões Ford F-Series. A título de comparação, hoje são 14 robôs somente para pintar os Fiestas novos.

A planta não contava com prensas, mas graças ao enorme investimento, já existem na planta algumas das mais modernas do mundo. As placas de metal são postas de um lado do equipamento. Uma vez dentro, uma pressão de 700 a 2.500 toneladas é aplicada, dependendo da peça que está sendo fabricada. A máquina, totalmente automatizada, pode produzir até duas peças diferentes de uma só vez, além de ter uma capacidade de 13 a 16 peças por minuto.

Uma vez fabricadas as diferentes peças que compõem o Fiesta, elas são levadas para uma área de armazenamento onde serão transportadas rapidamente para outros setores da fábrica que vão trabalhá-las. Algumas são soldadas, outras montadas na carroceria, se unindo para formar o corpo completo do automóvel.

Depois de montado, o "casco" é transportado para a área de pintura através da linha de produção. Entra em ação o sistema TriWet, que vai aplicar a base, o fixador e fazer a pintura em uma única etapa, para economizar energia e espaço.

O corpo pintado viaja de volta para a linha de montagem onde ficam as portas, que serão "vestidas" de forma independente. São então instalados os componentes elétricos e colocados os assentos.

Em outra parte da fábrica, o motor é acoplado à transmissão - automática ou manual, dependendo de cada carro -, a suspensão e aos freios. Tudo é feito em um só lugar, para depois ser inserido a partir do fundo do carro no final do linha de produção.

Os pneus são o último passo. O tanque é então enchido com combustível, é colocado o óleo, os freios são revisados e então o Fiesta vai para uma área de testes.

Nesta área cada unidade tem que passar por uma série de testes para verificar se a qualidade do produto é ideal. Um desses testes é o vento em alta velocidade, outro é o de chuva, que não pode entrar no habitáculo, e finalmente, as luzes são perfeitamente alinhadas.

No final da linha de produção está a área de controle. Lá uma equipe observa detalhes do modelo, para encontrar possíveis defeitos na carroceria, pintura, interior e na montagem. Caso as unidades não tenham problemas, estão prontos para serem armazenados no pátio e depois transportados para seu destino final.

A planta de Cuautitlan produz 32 carros por hora em dois turnos, o terceiro será iniciado quando o modelo começar a vir para a América do Sul ainda este ano. Em plena capacidade, esta fábrica vai produzir até 451 carros por dia.

A planta, que tem tem atualmente 1.600 funcionários, também pensa no meio-ambiente. A fábrica faz tratamentos de águas residuais, as chaminés de pintura não emitem poluentes e há desligamento da energia quando não é necessária, para consumir menos.



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